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Abrigo para venezuelanos na fronteira com RR atinge 87% da lotação em cinco dias de atividades

08 NOV 2017
08 de Novembro de 2017

Quem passa nesta terça-feira (7) por Pacaraima, cidade brasileira na fronteira com a Venezuela, se depara com uma realidade diferente da encontrada no local por mais de um ano. Dezenas de famílias indígenas que viviam em situação precária nas ruas foram levadas para o primeiro abrigo construído no município.

Na última quinta (3), os indígenas da etnia Warao foram realocados para um abrigo construído na cidade. Em apenas cinco dias de funcionamento o local atingiu 87% da lotação. Com capacidade para acomodar 200 pessoas, o espaço já abriga 174.

Este foi o terceiro abrigo inaugurado no estado, dois deles em Boa Vista. Juntos eles têm capacidade para receber 1.190 imigrantes venezuelanos entre índios e não-índios.

"Existe um aumento significativo de venezuelanos fora do seu país. Precisamos aumentar nossa capacidade de receber e dar suporte para essas pessoas", afirmou o chefe de Operações Globais da Acnur, George Okoth Obbo.

Desde 2016, Roraima encara o desafio de receber o grande fluxo de venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira seca. Eles fogem da fome, do desemprego e da falta de serviços de saúde no país governado por Nicolás Maduro.

Em 2015 foram registrados no estado 230 pedidos de refúgio por imigrantes venezuelanos. Um ano depois o número chegou a 2.230 solicitações. Em 2017, de janeiro a setembro, os pedidos de refúgio já alcançaram o montante de 12.193 somente em Roraima.

Adriana Lira, de 23 anos, é uma das venezuelanas que estão abrigadas no galpão transformado em moradia em Pacaraima. O espaço é o primeiro construído na cidade fronteiriça desde o início da migração em massa.

A jovem e os três filhos - um de sete anos, um de quatro e outro de dois - são da cidade de Tucupita, no estado de Delta Amacuro.


Ela, os filhos e outros parentes moravam nas ruas desde que chegaram a Pacaraima. "Estamos no Brasil há quatro meses. Viemos porque na Venezuela não tinha comida, remédios, não era seguro", contou.

Em um dia chuvoso e frio na cidade como nesta terça (7), Adriana comemora. "Se estivéssemos na rua as crianças estariam na chuva. Aqui estamos melhor que na Venezuela. Nossos filhos estão se alimentando bem e podemos ir ao posto de saúde".

O abrigo em Pacaraima foi construído pela prefeitura do município com auxílio de ONGs, da agência da ONU para Refugiados (Acnur) e do governo do estado.

Atualmente, o espaço conta com um redário, cinco barracas na área externa, banheiros e uma cozinha improvisada. Há também dois espaços para atendimentos de saúde.

"Estamos construindo uma cozinha, um refeitório e uma parte administrativa. Do lado de fora está sendo montada uma área com banheiro, lavatório de roupas e uma parte para instalar mais barracas", explicou o prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato.

Para organizar o local, mulheres e crianças ficam na parte interna onde fica o redário. Homens solteiros e rapazes estão abrigados em barracas.

Fonte: G1.

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